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Conheça as aves de Águas Emendadas - Ave da semana - Pitiguari (Cyclarhis gujanensis)

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 Clique na imagem para ampliar (Foto: Evando F. Lopes)
 O pitiguari é uma ave passeriforme da família Vireonidae. Também denominado popularmente de gente-de-fora-vem, segundo a sonoridade de seu canto.
É referenciado na música “Meu Pitiguari” de André & Mazinho. 
Clique no play para ouvir essa música.

 Clique no play para ouvir a vocalização dessa espécie
   Pitiguari (Cyclarhis gujanensis) by ESEC-AE
Clique na imagem para ampliar (Foto: Evando F. Lopes)
Características
Mede cerca de 16,5 cm, tem cabeça e bico desproporcionais ao corpo. O bico é todo acinzentado com leve tom róseo, de aspecto poderoso e terminando com uma ponta fina, virada para baixo, parece um bico de uma ave de rapina em um pássaro. As cores são únicas, com a cabeça e nuca acinzentadas, uma nítida e característica faixa marrom avermelhada sobre os olhos (laranja escuro nos adultos, marrom uniforme nos juvenis). Alto da cabeça oliváceo ou cinza escuro. No peito, uma larga faixa amarelada separa a barriga e garganta cinza claro, quase branco. Dorso pardo esverdeado. Macho e fêmea são idênticos.
 
Clique na imagem para ampliar (Foto: Evando F. Lopes)
Alimentação
Alimenta-se de invertebrados apanhados no meio da vegetação, onde é surpreendente como esconde-se bem. Vistoria as folhas cuidadosamente, às vezes penetrando nos emaranhados mais densos. Apanha lagartas grandes, maiores do que se imaginaria, pelo seu porte. Mata as presas com o bico forte e batendo-as contra os galhos. Ainda alimenta-se de larvas e pequenos frutos.
Reprodução
Vive em casais, os machos ligeiramente maiores do que as fêmeas, mas é necessário observá-los juntos para conseguir determinar o sexo. Entre julho e novembro (período reprodutivo), cantam intensamente o melodioso chamado flautado, entendido como os nomes comuns dado à espécie. Uma ave responde à outra, enquanto andam na parte alta e média da mata. Ocasionalmente, vistoria arbustos baixos. Responde a seu canto imitado ou gravado, procurando a fonte emissora. Agressivo, ataca outros pitiguaris em seu território. A maior parte da construção do ninho é um trabalho da fêmea que utiliza fibras vegetais na confecção de uma tigela aberta e funda, revestida com musgos. O ninho é bem preso numa forquilha de árvores com auxílio de teias de aranha. Nele são postos os ovos branco-avermelhados com salpicos roxos e brancos, medindo 24 x 18 mm. O macho e a fêmea revezam-se na incubação, durante cerca de 14 dias, e alimentam os filhotes.

Local onde o fotógrafo Evando F. Lopes, registrou essa espécie em Águas Emendadas

Visualizar Pitiguari (Cyclarhis gujanensis) Foto: Evando F. Lopes em um mapa maior
 Hábitos 
Vive na borda de matas, capoeiras, capões nas caatingas, parques e jardins. Fora do período reprodutivo, pode passar desapercebido, enquanto vistoria a folhagem. Pousa na parte externa das árvores, a plena luz. Acostuma-se a ambientes criados por ação humana.
Vive escondido na folhagem das árvores, sendo denunciado pela sua vocalização. Canta em todos os meses do ano, às vezes mais de uma hora seguida e, depois, cala-se por algum tempo. 
Mapa de registros da espécie pitiguari (Cyclarhis gujanensis)
Cidades onde os observadores do WikiAves registraram ocorrências da espécie pitiguari (Cyclarhis gujanensis). A concentração de pontos em uma região não indica, necessariamente, concentração de aves nesta região pois está relacionado também à concentração de observadores, principalmente nos grandes centros urbanos.
 

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Conheça as aves de Águas Emendadas - Ave da semana - Alma-de-gato (Piaya cayana)

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Nome Científico: Piaya cayana
Nome em Inglês: Squirrel Cuckoo
Estado de Conservação
A alma-de-gato é uma ave cuculiforme da família Cuculidae. Também é conhecida pelos nomes populares de alma-de-caboclo, alma-perdida, atibaçu, atingaçu, atingaú, atinguaçu, atiuaçu, chincoã, crocoió, maria-caraíba, meia-pataca, oraca, pataca, pato-pataca, piá, picuã, picumã, rabilonga, rabo-de-escrivão, rabo-de-palha, tincoã, tinguaçu, titicuã, uirapagé, urraca, pecuã e no Rio Grande do Sul, lá pelas bandas da fronteira, o gaúcho chama essa bela ave de, "Pilincho".
Etimologia: Piaya - origem desconhecida; Cayana - de Caiena, na Guiana Francesa.
Local onde o fotógrafo Evando F. Lopes, registrou essa espécie em Águas Emendada
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Características
Apresenta plumagem ferrugínea nas partes superiores, peito acinzentado, ventre escuro, cauda longa, escura e com as pontas das retrizes claras, bico amarelo e íris vermelha.
Sua cauda excepcionalmente grande a torna inconfundível, a não ser na amazônia, onde existem duas outras espécies próximas, o chincoã-pequeno (Coccycua minuta), que como o nome diz é bem menor que o alma-de-gato e o chincoã-de-bico-vermelho (Piaya melanogaster), que além do bico, difere por apresentar a barriga negra e por possuir uma mancha amarela próxima ao olho. Mede cerca de 50cm (contando a cauda).
Obs: Espécie sem dimorfismo sexual
 Clique na imagem para ampliar (Foto: Evando F. Lopes)
Alimentação
Alimenta-se basicamente de insetos, principalmente lagartas, que captura ao examinar as folhas, inclusive em suas partes inferiores. É curioso notar que come até mesmo lagartas com espinhos aparentemente venenosos. Também consome frutinhas, ovos de outras aves, motivo pelo qual é muitas vezes afugentado por suiriris e outras espécies que estejam com ovos e filhotes. Também caçam lagartixas e pererecas.
Hábitos
Seu nome em inglês, ``squirrel cuckoo´´, literalmente traduzido como ``cuco - esquilo´´ expressa muito bem o comportamento desta ave, que lembra muito os esquilos pelo modo como pula entre as ramagens com sua longa cauda. Já seus dois nomes mais comuns em português: chincoã e alma-de-gato, referem-se respectivamente à sua vocalização e ao seu modo sorrateiro, até mesmo um tanto misterioso, pois apesar de seu tamanho consegue se deslocar sem ser facilmente notado. Ocorre em matas ciliares, matas secundárias, capoeiras, parques e bairros arborizados até mesmo das maiores cidades brasileiras. Habita os estratos médio e superior dessas matas, deslocando-se através da copa das árvores e arbustos, quase nunca descendo ao solo. Anda sozinho ou aos pares. Uma ave que gosta de planar,e para isso,apresenta duas caudas,uma interna e outra externa. Para voar abre a interna (que é a listrada)e a cauda parece aumentar.Isso ajuda a ave a planar com facilidade. 
Clique no play para ouvir a vocalização desta espécie
Curiosidades
Seu canto se assemelha ao gemido de um gato, por isto é conhecida como alma de gato. Voa rápida e silenciosamente entre os galhos da floresta à procura de insetos. Ainda, consegue imitar o canto de outras aves, especialmente o do bem-te-vi, que é de fato parecido com sua própria vocalização. 
Mapa de registros da espécie alma-de-gato (Piaya cayana)
  Cidades onde os observadores do WikiAves registraram ocorrências da espécie alma-de-gato (Piaya cayana).
A concentração de pontos em uma região não indica, necessariamente, concentração de aves nesta região pois está relacionado também à concentração de observadores, principalmente nos grandes centros urbanos. 

Ariramba-de-cauda-ruiva (Galbula ruficauda) um grande predador

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(cilque na imagem para ampliar)
A ariramba-de-cauda-ruiva ou bico-de-agulha (Galbula ruficauda) não é um beija-flor, embora à primeira vista se pareça, devido tanto ao seu bico longo e fino, quanto à coloração de suas penas. Nos machos adultos, a garganta é branca, enquanto na fêmea e nos machos juvenis ela é ferrugínea (amarelada).
São caçadores extremamente hábeis, mosquitos, abelhas sem ferrão, libélulas e pequenas borboletas, dificilmente escapam à sua implacável perseguição. Tem excepcional destreza e velocidade para apanhar insetos em vôo.
Macho e fêmea chocam até 4 ovos por ninhada. Vivem em casais o ano inteiro, com os filhotes sendo alimentados pelos pais por algumas semanas após sairem dos ninhos.
Na Estação Ecológica de Águas Emendadas nidificam principalmente nas barrancas, cavam galerias estreitas e compridas.
Ocorre em boa parte do Brasil, nas áreas florestadas e secas, nos ambientes mais adensados, especialmente em suas bordas e clareiras.
Alimentação
Caçam exclusivamente insetos em vôo, com grande destreza e velocidade para apanhar presas desde o tamanho de uma pequena abelha sem ferrão (meliponídeos) até libélulas e mariposas. Após capturarem o inseto, voltam ao ponto de partida e batem-no repetidamente contra o poleiro, retirando asas e quebrando a carapaça externa, o que irá facilitar a ingestão. Logo após processarem uma presa, voltam a prestar atenção aos movimentos no entorno, com rápidos movimentos de cabeça sublinhados pelo longo bico.
Ocorrências registradas no WikiAves

Ativos o dia todo mesmo nas horas mais quentes, é sempre inesquecível vê-la sob a luz forte do sol.

Fonte: WikiAves

 
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